Após seis temporadas, chegará ao fim no domingo a passagem de Gabigol pelo Flamengo. Veja a história repleta de gols, títulos, polêmicas e trocas de visual

Ferreira Junior

O capítulo final da história não será aquele sonhado pelas partes envolvidas. Mas está eternizada a relação entre Gabigol e Flamengo. Já na primeira temporada, o atacante conquistou a idolatria dos torcedores. O tempo passou, a bola rolou, e Gabigol deixará o clube ao fim de um 2024 conturbado. Veja os detalhes da intensa passagem de seis anos do jogador pelo Rubro-Negro.

Seis anos de Flamengo

2019

Em dezembro de 2018, o Flamengo tentou e desistiu da contratação de Pablo do Athletico-PR. O clube carioca partiu então para o plano B: Gabriel Barbosa, da Inter de Milão, que defendera o Santos no Brasileirão de 2018. No início de 2019, Gabigol desembarcou na Gávea para conquistar o Carioca, o Brasileirão e a Libertadores daquele ano, marcando os dois gols da virada histórica do Flamengo sobre o River Plate na final.

A pandemia de Covid atrasou o calendário do futebol, e o Brasileirão de 2020 só acabou em fevereiro de 2021. Mesmo perdendo na última rodada para o São Paulo, o Flamengo conquistou o título nacional. O gol de Gabigol, o segundo na vitória rubro-negra por 2 a 1 sobre o Internacional na penúltima rodada, acabou sendo o da conquista de mais um Campeonato Brasileiro pelo Fla.

O tricampeonato estadual e a conquista da Supercopa do Brasil não foram suficientes para apagar a frustração da temporada do Flamengo, principalmente pela derrota na final da Libertadores para o Palmeiras. Gabigol fez sua parte, marcando o gol rubro-negro no empate por 1 a 1 no tempo normal, mas o time carioca deixou o título escapar na prorrogação. Além de marcar novamente em uma final sul-americana, o atacante foi o artilheiro da competição.

A contusão de Bruno Henrique abriu espaço para a formação da dupla Gabigol e Pedro no ataque do Flamengo. Desta vez, atuando mais de garçom, Gabriel se mostrou bom coadjuvante. Mas, na hora das finais, voltou a ser protagonista. Mais uma vez, foi dele o gol que valeu o título da Libertadores. E, na conquista da Copa do Brasil, sua vibração após converter a cobrança na disputa de pênaltis mudou o astral do time e da torcida.

Gabigol era inquestionável no Flamengo. Com a aposentadoria de Diego Ribas, a camisa 10 ficou disponível, e coube ao atacante vestir o lendário número de Zico. Titular tanto com Vitor Pereira quanto com Sampaoli, o ídolo não conseguiu repetir o desempenho dos anos anteriores. Com a chegada de Tite, em outubro, Gabigol não iniciou mais nenhuma das 12 partidas restantes na temporada.

O ano começou como terminara o anterior. Das primeiras 13 partidas do Flamengo no ano, Gabigol começou jogando apenas duas. O que estava ruim ficou ainda pior, com uma suspensão por tentativa de fraude em exame antidoping. Um efeito suspensivo possibilitou sua volta aos campos, mas era fora dele que o atacante virava notícia ao ser fotografado usando a camisa do Corinthians, entre outras polêmicas. Na reta final da temporada, quando Filipe Luís assumiu como técnico, Gabriel voltou a ter chances no time titular.

Apesar de a relação entre Flamengo e Gabriel ter claramente esfriado, parte da torcida ainda apoiava a sua permanência, na esperança de o desempenho do atacante voltar a ser como antes. E, na primeira partida da final da Copa do Brasil, Gabigol voltou a ser o artilheiro decisivo, ao marcar dois gols contra o Atlético-MG no Maracanã, na vitória rubro-negra por 3 a 1. Ao final do segundo jogo, em Belo Horizonte, Gabriel anunciou que não permaneceria no clube em 2025.

Looks de Gabigol

Não foram apenas os zagueiros que sofreram para acompanhar Gabigol na sua passagem pelo Flamengo. Se considerarmos os 67 penteados, e cores de cabelo e barba, Gabriel deu uma canseira também nos barbeiros que cuidam do seu visual.

67 visuais em seis temporadas, quase um penteado por mês

A ideia de que o artilheiro é mais eficiente com madeixas louras tem sua verdade. De fato, em números absolutos, foi com essa coloração que mais vezes ele marcou. Mas sua média de gols é muito alta com cabelos pretos, brancos e, até mesmo, tingidos de rosa.

Gabidata

Mesmo com a queda de seus números nos últimos dois anos, as estatísticas de Gabigol são boas no geral, turbinadas pelas suas temporadas de 2019 a 2022. A ausência em muitos jogos a partir de 2023 pode ser justificada por atuações aquém do esperado nas oportunidades que recebeu. O jogador, por sua vez, aponta exatamente esta falta de continuidade como a responsável pela baixa de seu rendimento.

Quando o assunto é bola na rede, fica clara a preferência do atacante pela perna esquerda. Dos 160 gols marcados, apenas 26 foram com a perna direita ou de cabeça. Outro dado impressionante é que 75% dos gols saíram com bola rolando. Para completar, uma curiosidade para quem atrai muita antipatia de torcedores rivais: o atacante fez mais gols com o Flamengo na condição de visitante do que como mandante.

COMO FORAM OS GOLS

O Fluminense foi o time que mais sofreu gols de Gabigol em sua passagem pelo Flamengo, além de ter sido a equipe que o atacante mais vezes enfrentou. Na média de gols, as maiores vítimas são Fortaleza e Madureira, com mais de um por partida. Curiosamente o time que tem melhor restrospecto é o Atlético-GO, que enfrentou seis vezes o jogador pelo Flamengo e não levou gol.

ADVERSÁRIOS

A pergunta que todos fazem é se Gabriel conseguirá repetir por outro clube trajetória semelhante em gols, títulos e idolatria. Certeza apenas é de que tanto Gabigol estará para sempre na história do Flamengo quanto o Flamengo estará eternamente na de Gabigol.

MAIORES RECORDES NO FLAMENGO

Fonte: Ge

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