Análise: Palmeiras tem problemas, mas postura aguerrida traz vitória que faltava em reconstrução

Ferreira Junior

O Palmeiras não pode pode dizer que jogou bem na Neo Química Arena, mas a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians teve pontos positivos a se tirar. O resultado, além de garantir a classificação antecipada ao mata-mata do Paulista, pode trazer uma casca que ainda falta neste processo de reconstrução do grupo, iniciado ano passado.

O Dérbi foi uma pedra no sapato alviverde em 2025. O vice-campeonato paulista, a eliminação na Copa do Brasil e apenas uma vitória contra o arquirrival deixaram marcas que repercutiram na Academia de Futebol. Em um início de Paulista ainda sem estar no ritmo ideal, o time precisava de uma resposta especialmente de postura no jogo.

Abel Ferreira conversa com os jogadores do Palmeiras durante o Dérbi — Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Abel Ferreira conversa com os jogadores do Palmeiras durante o Dérbi — Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Com a mesma escalação que fez 5 a 1 no Vitória, quarta-feira, o Palmeiras não conseguiu ter a fluidez ofensiva que demonstrou na goleada passada. Andreas Pereira não tinha espaço para começar a construção por dentro. Restava ao time de Abel Ferreira apostar na bola longa.

Vitor Roque foi a válvula de escape, e isto o fez jogar de um jeito que não o valoriza, quase como um ponta esquerda, muito longe de gol. Mauricio, na meia esquerda, participava pouco das transições, enquanto Flaco López saía demais da área, também sem conseguir fazer o Verdão ter a bola.

Isto gerou um primeiro tempo em que o Corinthians foi mais presente no ataque, com quase 60% de posse de bola. Além de pouca presença ofensiva, o Verdão apresentava um problema na marcação dos lados do campo.

Quando o arquirrival balançava de um lado para o outro, Mauricio e Allan eram pegos mais centralizados, dando espaço no setor de Khellven e Piquerez. Ainda assim, a maior chance antes do intervalo foi o pênalti que Memphis errou.

Jogadores do Palmeiras reclamam com Raphael Claus — Foto: Marcos Ribolli

Jogadores do Palmeiras reclamam com Raphael Claus — Foto: Marcos Ribolli

O Palmeiras voltou mais ajustado do intervalo, sem tanta pressa para forçar a bola longa na construção a partir da defesa.

Aos 17 minutos, Abel Ferreira tirou Vitor Roque para a entrada de Luighi. A escolha trouxe mais combatividade ao Verdão na pressão já no campo de ataque. Foi assim que o garoto criou até então a chance mais clara do jogo: um desarme em Matheuzinho em que carregou sozinho por todo o campo de ataque. Na hora de finalizar, porém, foi desarmado.

O time de Abel Ferreira teria outra grande chance, e esta não desperdiçou. Flaco López aproveitou o rebote de Hugo Souza, abriu o placar e na comemoração iniciou uma confusão generalizada.

Flaco López comemora gol do Palmeiras contra Corinthians — Foto: Marcos Ribolli

Flaco López comemora gol do Palmeiras contra Corinthians — Foto: Marcos Ribolli

O que se viu depois do 1 a 0 foi a postura que o palmeirense queria ver em Dérbis no ano passado. Um time aguerrido, que soube se defender e evitar a pressão corintiana nos minutos finais.

Com 42% de posse de bola e dez finalizações contra as 13 do Corinthians, o Palmeiras ainda tem muito a evoluir.

Mas começar o ano com três vitórias nos três clássicos dá mais calma para que se ajustem os problemas. E mais confiança de que o time pode voltar a ser aquele que cresce em grandes jogos, como foi até 2023.

Fonte: Ge

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