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Arrascaeta chegou a 100 gols pelo Flamengo — Foto: Adriano Fontes/Flamengo
Arrascaeta não apenas escreve uma história ímpar dentro do Flamengo, como tem participado de uma obra coletiva dentro da atual geração. Ao marcar contra o Madureira no último domingo, na vitória por 3 a 0 pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca, o uruguaio chegou a 100 gols e se tornou o quarto jogador contratado entre 2019 e 2020 a alcançar essa marca, junto de Gabigol (161), Pedro (154) e Bruno Henrique (112). O rubro-negro se aproxima de uma década com os mesmos jogadores sendo protagonistas, mas os vê alcançando um patamar histórico raro no futebol brasileiro.
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Este quarteto ofensivo é responsável por mais da metade dos gols marcados pelo clube nos últimos sete anos: 527 de 977. Quase de maneira invariável, um deles foi o artilheiro de uma campanha vitoriosa ou o grande nome de uma temporada. Gabigol e Pedro figuram no top-10 de jogadores com maior números de gols com a camisa rubro-negra e o atual camisa 9 é quem mais encontrou as redes dentro do novo Maracanã — versão do estádio feita para a Copa do Mundo de 2014.
O feito é muito difícil de ser alcançado por tantos jogadores simultaneamente, e vários clubes grandes do país sequer têm um nome com 100 gols dentro do século XXI. É o caso do Botafogo, com Dodô (88); do Grêmio, com Diego Souza (87); do Corinthians, com Yuri Alberto (79); e do Cruzeiro, com Fred (78).
Outros clubes têm múltiplos nomes, mas é preciso olhar para diferentes gerações, como no caso do São Paulo, onde Luís Fabiano (212) e Rogério Ceni (131) figuram no top-10 da História, e Luciano (104) passou da marca centenária recentemente. O Fluminense também tem dois nomes de peso que chegaram a dividir o campo: Fred (199) e Germán Cano (111).
Porém, quatro jogadores recentes tão próximos neste recorte apenas o Flamengo ostenta. Gabigol, Bruno Henrique e Arrascaeta chegaram ao clube no início de 2019 e pavimentaram as glórias desta geração ao comandar três títulos naquele ano: Libertadores, Brasileirão e Carioca. Pedro chegou no ano seguinte e, com a saída de Gabi no final de 2024, assumiu o posto de referência ofensiva, por mais que viva fases de altos e baixos.
Procura-se “quinto elemento”
Por um lado, a consistência desses jogadores ao entregar gols e resultados por tanto tempo mostra o acerto do clube ao fazer contratações históricas. Arrascaeta assumiu um posto ainda mais importante no último ano ao viver sua temporada mais artilheira na carreira (25 gols) e pavimentar o caminho para a marca centenária. O clube renovou o contrato do camisa 10 até o final de 2028, podendo se estender até 2029.
Bruno Henrique tem vínculo até o fim desta temporada, mas, aos 35 anos, afirma que não quer se aposentar e pode querer buscar sequência. Pedro tem contrato até 2027, e vem manifestando desde o ano passado o desejo de renovação.
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O lado negativo é que o Flamengo ainda não foi capaz de fazer chegar um jogador que se candidate a “quinto elemento” neste grupo centenário, e que ajuda renovar esta geração. Em 2025, o único homem de frente a passar de dez gols foi Luiz Araújo, que tem uma relação de idas e vindas entre o time titular e o banco de reservas.
Everton Cebolinha, Plata, Samuel Lino e Carrascal ainda passam longe de mostrar o mesmo faro artilheiro que se candidate a decidir títulos em um futuro breve. Na última janela de transferências, o Flamengo fez proposta por Kaio Jorge, do Cruzeiro, e demonstrou interesse em Marcos Leonardo, do Al Hilal, mas os altos valores afastaram a chance de concretização de negócio. Sob o comando de Filipe Luís, prevalece o debate se é mais válido contratar jogadores que entreguem funções táticas em detrimento de gols.
Fonte: O Globo
