Um dos grandes nomes do Botafogo na temporada, John vai buscar a redenção na Libertadores, diante do Atlético-MG, neste sábado, no estádio Monumental de Nuñez. Quatro anos de sua primeira final da Libertadores, ele tira as lições do vice-campeonato obtido com a camisa do Santos e sonha com um futuro diferente.
Em 2020, John era o goleiro titular na grande decisão diante do Palmeiras. O jogo todo foi muito parelho e se encaminhava para os pênaltis. Mas, aos 53 do segundo tempo, Breno Lopes subiu mais alto na área para fazer o gol do título Alviverde.
– O aprendizado é que a final não termina enquanto o juiz não apita. Naquela final, a gente acabou tomando gol faltando um minuto. Vamos entrar com foco de que a final só acaba quando o juiz apita, concentrados nos 100, 120 minutos de jogo, que seja, para que a gente possa dar o melhor e sair vencedor – projetou o goleiro.
– A gente sonha. Sonhar é de graça. A gente sonha todos os dias. Temos que desfrutar, é um momento único, poucos jogadores chegam. Se (a taça) for pesada ou leve, não importa. Importante é a gente sair vencedor – afirmou.
John, goleiro do Botafogo — Foto: Divulgação: Vítor Silva/BFR
Para chegar ao título, o goleiro terá de vencer um dos ataques mais perigosos do futebol brasileiro, liderado pela experiência de Hulk. O atacante de 38 anos, que jogou em diversos clubes ao redor do mundo e vestiu a camisa da Seleção Brasileira, jogará motivado pela possibilidade de uma conquista inédita. Mas o retrospecto conta a favor do goleiro. Com a camisa do Botafogo, John nunca sofreu gols do Galo.
– A gente tem que ficar esperto, (Hulk) é um jogador que pode fazer qualquer coisa, são grandes jogadores que podem tirar jogadas da cartola. Como no último jogo, em que ele (Hulk) tentou acertar um chute do meio de campo. É necessário estar concentrado desde o início ao fim do jogo para a gente dar o melhor, estar na melhor versão. O Atlético tem grandes jogadores, não só o Hulk, como Scarpa, Paulinho. São muitos jogadores bons – afirmou o goleiro.
Importância de jogar no Monumental
– Muito ansioso, é um estádio que vai ficar para a história para todo mundo. Dois times brasileiros jogando na Argentina, estádio Monumental, estádio lindo. Tive o privilégio de vir com o Inter no ano passado, e viver isso vai ser maravilhoso. Ansiedade está a mil para viver esse momento marcante para todos nós. Dos dois lados vai estar todo preto e branco, bonito de ver.
Apelido
– Foi um jogador que estava aqui, que falou brincando na Botafogo TV, aí pegou desde o começo, PareJohn e ficou. Eu gosto. Meus filhos me chamam de PareJohn, minha esposa, também. Ficou bacana.