Palmeiras aciona CBF para evitar torcida única contra Cruzeiro

Ferreira Junior

Palmeiras acionou a CBF através de ofício, nesta terça-feira, em defesa do clube após o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, pedir torcida única no confronto com o Cruzeiro, pela penúltima rodada do Brasileiro, no Mineirão.

O documento, assinado pela presidente Leila Pereira, sugere que a entidade determine a alteração do local da partida para uma cidade de outro estado, caso o governo de Minas Gerais entenda não possuir estrutura e efetivo policial para garantir a presença de torcedores do Palmeiras no jogo.

Palmeiras x Grêmio, comemoração do gol de Estêvão — Foto: Marcos Ribolli

Palmeiras x Grêmio, comemoração do gol de Estêvão — Foto: Marcos Ribolli

O pedido do vice-governador, revelado na segunda-feira, se deve à briga registrada no fim de outubro, em uma possível emboscada de integrantes de organizadas do Palmeiras contra os do Cruzeiro. Houve cerca de 150 pessoas envolvidas. Um torcedor cruzeirense morreu e outras 17 pessoas ficaram feridas no confronto próximo a um pedágio na cidade de Mairiporã, na Grande São Paulo.

– Fizemos pedidos aos responsáveis que o jogo seja de torcida única. Se isso não for atendido, que, infelizmente, não somos nós que tomamos essa decisão, nós vamos judicializar, para impedir que a torcida do Palmeiras frequente o estádio – disse o vice-governador de Minas Gerais.

O Palmeiras, porém, terá caráter decisivo na partida, porque disputa o título brasileiro, a quatro pontos do líder Botafogo, e entende que não pode ser penalizado esportivamente por um crime ocorrido em uma rodovia sem ligação com as partidas do clube.

O clube ainda reforça à CBF que recebeu o Cruzeiro com presença de torcida no Allianz Parque no primeiro turno da Série A e que, caso seja impedido de contar com seus torcedores, o “princípio da isonomia (igualdade) será ferido”.

O Verdão é rompido com as organizadas, e a presidente chegou a obter medida protetiva contra os líderes da Mancha Alviverde após sofrer ameaças. Em agosto, líderes da organizada invadiram a Academia de Futebol na tentativa de conversar com os jogadores e o técnico Abel Ferreira, mas não acessaram as partes internas.

Fonte: Ge

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