Análise: Atlético-MG sofre na definição, mas apresenta espírito de Copa até o fim em classificação

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O Atlético-MG vivencia os jogos eliminatórios no limite. Contra o Juventude, o time enfrentou dificuldades técnicas, sofreu no momento de finalizar, viu Everson ser protagonista, mas alcançou a vitória necessária por 1 a 0, em Caxias do Sul, na noite de terça-feira, pelo duelo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Com empate na ida, avançou às quartas.

Domínguez promoveu alterações importantes na escalação: sacou os volantes Maycon e Pérez, e colocou Alan Franco e Cissé. No ataque, Cuello ganhou a vaga de Dudu.

As mudanças seguiram no posicionamento. O treinador utilizou uma trinca à frente de Alan Franco (Bernard, Victor Hugo e Cissé), mais por dentro do que o costume. Colocou Cuello pela direita e Lodi ocupando mais o corredor esquerdo. Natanael teve mais liberdade para aparecer no setor ofensivo.

Os primeiros 45 minutos foram marcados pelo equilíbrio. O Atlético procurou congestionar o meio e abrir os jogos com os alas. O time chegou a ter a bola em boa parte, mas criou pouco. A primeira em chute de Cissé, com perigo, de fora da área.

Renan Lodi jogador do Atlético-MG durante partida contra o Juventude no estádio Alfredo Jaconi pelo campeonato Copa Do Brasil 2026 — Foto: Luiz Erbes/AGIF

Renan Lodi jogador do Atlético-MG durante partida contra o Juventude no estádio Alfredo Jaconi pelo campeonato Copa Do Brasil 2026 — Foto: Luiz Erbes/AGIF

A melhor oportunidade foi quando conseguiu trocar passes pelo lado esquerdo. Lodi tabelou com Victor Hugo, que cruzou na área. Cuello cabeceou com liberdade e acertou o travessão.

Do outro lado, o time gaúcho respondeu na bola aérea. Safira ganhou da marcação por duas vezes, mas cabeceou para fora. Raí colocou Everson para trabalhar em chute de fora da área, confirmando a melhora da equipe e o equilíbrio no primeiro tempo.

Juventude x Atlético-MG Copa do Brasil — Foto: Pedro Souza / Atlético-MG

Juventude x Atlético-MG Copa do Brasil — Foto: Pedro Souza / Atlético-MG

O Atlético voltou melhor do intervalo. Ditou o ritmo e empurrou o Juventude para trás. Precisou de quatro minutos para criar uma ótima chance. Natanael se mandou pelo corredor e viu o caminho aberto. Tinha a opção de passar para o companheiro na área ou finalizar. Preferiu dar um toque a mais na bola e chutar sem nenhum perigo.

Depois foi a vez de Cissé conseguir um desarme no ataque e armar uma boa jogada. Bernard recebeu com espaço, do jeito que todo meia espera, mas finalizou longe do gol.

O Juventude respondeu com trocas e maior presença no ataque. Deu resultado. Em cobrança de escanteio, Marcos Paulo aproveitou desvio e cabeceou com categoria. Everson fez uma grande defesa para evitar o gol.

O duelo ficou mais amarrado no meio-campo e com erros técnicos de ambos os lados. O time gaúcho seguiu perigoso, tanto dentro quanto fora da área. Já o Galo seguiu o mesmo enredo: falta de qualidade para aproveitar as chances.

A bola estava no meio-campo, o árbitro com o apito na boca, e faltavam quatro segundos para chegar ao tempo determinado. Lyanco resolveu colocar a bola na área. A defesa do Juventude se atrapalhou, e Alan Minda estava ligado para pegar a sobra e, o mais importante, acertar a finalização. 1 a 0.

Alan Minda gol Atlético-MG Juventude — Foto: Pedro Souza / Atlético

Alan Minda gol Atlético-MG Juventude — Foto: Pedro Souza / Atlético

A Copa do Brasil tem sido no limite para o Atlético. Contra o Ceará, foi assim ao fazer um gol no fim e vencer nos pênaltis. Diante do Juventude, um gol no último lance para conquistar a classificação. Um sofrimento a mais, considerando o investimento dos times adversários e o fato de que estão na Série B do Brasileiro.

Em um torneio como a Copa do Brasil, o desempenho fica em segundo plano quando você avança e se entrega até o fim. Quando se fala em mata-mata, Domínguez e o Galo sempre se colocam entre os candidatos, mesmo sem jogar bem.

Fonte: Ge

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