Análise: Santos sofre, mas tem herói provável em Neymar e fecha sequência perfeita nas Copas

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O Santos se classificou às quartas de final da Copa do Brasil com o roteiro mais provável possível: Neymar, que chegou no dia da partida em Belém, decidiu com uma bela assistência para Rony Rústico, nome agora estampado na camisa, marcar em sua casa.

A vitória por 1 a 0 deu, também, um prêmio de R$ 4 milhões ao clube, detalhe que não pode ser ignorado. O Santos, assim, fecha uma semana perfeita nas Copas: classificado na Copa do Brasil depois de ter se garantido nas oitavas de final da Sul-Americana.

Contra o Remo, ciente do primeiro jogo frustrante na Vila Belmiro (empate sem gols), o técnico Cuca foi ao Pará determinado a colocar em campo um Santos mais consistente: deixou Neymar e Rollheiser no banco e apostou em João Schmidt e Caballero. O paraguaio foi o melhor da etapa inicial. Além de duas chances criadas, foi o responsável por sofrer falta que culminou na expulsão de Marlon.

Rony e Neymar comemoram gol do Santos contra o Remo — Foto: Fernando Torres/AGIF

Rony e Neymar comemoram gol do Santos contra o Remo — Foto: Fernando Torres/AGIF

O Remo teve chances claras nos dois tempos, com boa atuação do goleiro Gabriel Brazão e bola na trave de Zé Welison. Um rival corajoso, mas ferido pela expulsão.

O placar zerado e a superioridade numérica obrigaram Cuca a mexer no time já no intervalo. O Remo se comportou bem em duas linhas de defesa. O Santos tinha volume, mas parecia encurralado na marcação. Neymar, postado como um ponta esquerda, sofreu no um contra um. Embora em cada escanteio cobrado levasse certo perigo.

Neymar comemora gol do Santos contra o Remo — Foto: Fernando Torres/AGIF

Neymar comemora gol do Santos contra o Remo — Foto: Fernando Torres/AGIF

O primeiro ato de desconcentração do Remo bastou para Neymar brilhar: a bola sobrou limpa com o camisa 10 na linha de fundo, e ele cruzou na medida para Rony abrir o placar. Pouco mais de nove horas depois de chegar à cidade.

Méritos também a Rony, tratado com muito carinho na cidade onde foi criado. Para Neymar, muitas vaias ao longo do jogo, muitos olhares atentos e convidados à beira do gramado antes da bola rolar e os méritos de um protagonista provável, que precisa de um lance para decidir um jogo.

Ao Santos, entre trancos e barrancos, segue viva a possibilidade de brigar pelo bicampeonato da Copa do Brasil.

Fonte: Ge

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