Análise: Vitória leva susto em final, mas explora expulsão e mudanças para bater o Fortaleza de virada

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A metade final do segundo tempo contra o Fortaleza, na última terça-feira, mostrou um Vitória com cara de campeão e foi suficiente para construir vantagem valiosa no jogo de ida da decisão da Copa do Nordeste, disputado no Castelão.

O Rubro-Negro aproveitou expulsão logo depois de sair atrás do placar, pesou o campo ofensivo com mais atacantes e venceu de virada, por 2 a 1, com gols marcados por Renato Kayzer e Diego Tarzia, ambos saindo do banco de reservas.

Fortaleza x Vitória, no Castelão — Foto: Ismael Soares/SVM

Fortaleza x Vitória, no Castelão — Foto: Ismael Soares/SVM

Jogo travado

O técnico Jair Ventura mandou a campo o time considerado titular com duas mudanças por casa de lesões. Na lateral direita, Edenilon substituiu Nathan Mendes. No meio de campo, Caíque Gonçalves foi a escolha para o lugar de Gabriel Baralhas. 

O Vitória teve um pouco de dificuldade nos primeiros minutos de um jogo disputado e pouco técnico. O lado direito teve dificuldade com as descidas de Mucuri diante das marcações de Erick e Edenilson. As bolas aéreas também foram um ponto de atenção, mas logo neutralizadas pelo sistema defensivo.

Aos poucos, entretanto, o Rubro-Negro passou a ganhar território, principalmente com jogo construído pelos lados, cruzamentos e bolas paradas. Foram com escanteios seguidos que o Vitória mostrou poder de fogo pela primeira vez no duelo.

A parte final do primeiro tempo foi o melhor momento do clube treinado por Jair Ventura até então. O time baiano dominou mais o jogo ao explorar bolas longas com Matheuzinho e Renê e teve duas chances seguidas em uma mesma jogada, uma de Matheuzinho e outra de Martínez. Defensivamente, o único susto foi um chute de Vitinho de fora da área em um rebote de bola parada.

Rodriguinho e Ramon em Fortaleza x Vitória — Foto: Ismael Soares / SVM

Rodriguinho e Ramon em Fortaleza x Vitória — Foto: Ismael Soares / SVM

Susto e cheiro de título

Na volta para o segundo tempo, Caíque Gonçalves foi substituído por causa de dores e deu lugar ao lateral-esquerdo Jamerson, que foi improvisado na outra lateral, a direita, enquanto Edenilson fez função de marcação no meio de campo.

O jogo continuou duro, muito disputado e com poucas jogadas mais técnicas, mas o Vitória deu muito espaço na transição defensiva e permitiu finalização de longe de Vitinho, a que abriu o placar da partida.

O gol sofrido foi um balde de água fria e fez a confiança do Vitória despencar, tanto que o time baiano passou muito tempo sem chegar ao campo de ataque e ainda sofreu com outras investidas do Fortaleza a partir de bolas perdidas no meio de campo.

Aos 17 minutos, entretanto, uma bola longa de Lucas Arcanjo para Renê gerou expulsão de Ronald e deixou o Vitória com um jogador a mais no jogo, algo que geraria chance perigosa de Jamerson no minuto seguinte e mudaria o cenário de forma contundente.

Jair Ventura no Castelão durante Fortaleza x Vitória — Foto: Victor Ferreira / EC  Vitória

Jair Ventura no Castelão durante Fortaleza x Vitória — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Jair Ventura colocou o centroavante Renato Kayzer no lugar de Edenilson, que fazia a função de volante na segunda etapa. Com dois jogadores na área, o Vitória ainda tinha dois armadores por dentro e dois jogadores por cada lado para buscar o empate: Ramon e Matheuzinho, pela esquerda, e Jamerson e Erick pela direita.

Mas o Rubro-Negro não soube superar o ferrolho montado pelo Fortaleza e teve rotação baixa neste momento da partida, algo que mudaria graças a um lance de bola parada. Aos 34 minutos, um escanteio resultou em pênalti cometido por Brítez, que havia colocado a mão na bola após cabeceio de Kayzer. O próprio atacante converteu a cobrança e resgatou a confiança do Rubro-Negro.

Não satisfeito com o empate, Jair Ventura colocou o atacante Diego Tarzia no lugar do meia Martínez, e o volante Ronald na vaga do lateral-esquerdo Ramon para jogar como ala pela direita (Jamerson passou a atuar pela esquerda).

Com cinco atacantes em campo (Matheuzinho, Erick, Diego Tarzia, Renê e Kayzer) e superioridade numérica nas proximidades da grande área, o Rubro-Negro marcou o gol da virada por meio de belo chute de Tarzia. Uma vitória construída a partir de uma expulsão no adversário, mas que teve a coragem do técnico como característica decisiva.

Agora, o Vitória joga pelo empate no jogo da volta para confirmar o pentacampeonato. Se perder por um gol, o time baiano ainda tem a chance de decidir nos pênaltis. A partida decisiva vai ser disputada neste sábado, às 16h (de Brasília), no Barradão.

Fonte: Ge

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